O ex-presidente Jair Bolsonaro foi preso preventivamente na manhã deste sábado, 21, em Brasília, após pedido da Polícia Federal. A ordem foi assinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.
De acordo com a decisão de Moraes, Bolsonaro tentou quebrar a tornozeleira no início da madrugada deste sábado, o que indicava potencial risco de fuga.
“O Centro de Integração de Monitoração Integrada do Distrito Federal comunicou a esta Suprema Corte a ocorrência de violação do equipamento de monitoramento eletrônico do réu Jair Messias Bolsonaro, às 0h08min do dia 22/11/2025. A informação constata a intenção do condenado de romper a tornozeleira eletrônica para garantir êxito em sua fuga, facilitada pela confusão causada pela manifestação convocada por seu filho”, diz a decisão.”
“O condomínio do réu está localizado a cerca de 13 km (treze quilômetros) do Setor de Embaixadas Sul de Brasília/DF, onde fica localizada a embaixada dos Estados Unidos da América, em uma distância que pode ser percorrida em cerca de 15 (quinze) minutos de carro”, acrescenta Moraes.
A manifestação citada por Moraes foi uma vigília convocada na sexta-feira pelo seu filho, senador Flávio Bolsonaro, para reunir apoiadores em frente ao condomínio em que Bolsonaro reside.
A prisão de Bolsonaro neste sábado não tem relação com o cumprimento da pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado. A detenção ocorreu porque, de acordo com o STF, houve o descumprimento de medidas cautelares impostas para o cumprimento da prisão domiciliar, onde Bolsonaro estava desde o início de agosto.
Em nota, a defesa de Bolsonaro afirmou que a prisão “causa profunda perplexidade”, acrescentando que seu estado de saúde é “delicado e sua prisão pode colocar sua vida em risco”.
Pouco depois da prisão de Bolsonaro, o ministro Alexandre de Moraes rejeitou o pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa do ex-presidente nesta sexta.