A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,6% no trimestre encerrado em julho e alcançou o menor índice de toda a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua), divulgada nesta terça-feira, 16, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A desocupação atingiu 6,11 milhões — o menor contingente desde o final de 2013, quando esse número era de 6,10 milhões. Isso representa uma redução de 14,2% (equivalente a 1 milhão de pessoas) em comparação com o trimestre anterior e de 16% (menos 1,2 milhão) em relação ao mesmo período de 2024.
O número de pessoas ocupadas também alcançou uma nova marca: 102,4 milhões. Desse contingente, 39,1 milhões trabalham com carteira assinada, o número mais alto já verificado na pesquisa. O levantamento ainda apontou que os setores de administração pública, saúde, educação e serviços sociais registraram o maior número de contratações nos últimos três meses, mais de 522 mil admissões.
William Kratochwill, gerente da pesquisa, destaca o “bom momento do mercado de trabalho brasileiro”, classificado como mais ativo pelo analista. “Esses indicadores mostram que as pessoas que deixaram a condição de desocupadas não estão saindo da força de trabalho ou caindo no desalento. Elas estão realmente ingressando no mercado de trabalho, o que é confirmado pelo recorde no nível de ocupação”, afirmou.