Elói Pietá aciona Justiça contra pintura do gradil do Bosque Maia

Ex-prefeito alega que a alteração não foi aprovada pelo Conselho do Patrimônio e pede que gestão de Lucas Sanches refaça a pintura original
Elói Pietá aciona Justiça contra pintura do gradil do Bosque Maia. Ex-prefeito alega que a alteração não foi aprovada pelo Conselho do Patrimônio e pede que gestão de Lucas Sanches refaça a pintura original.
Segundo Pietá, a intervenção fere o artigo 29 da Lei Orgânica do Município, que determina que qualquer alteração paisagística em bens tombados deve ser aprovada pelo Conselho Municipal do Patrimônio Histórico, Artístico, Ambiental e Cultural. Foto: Reprodução/Associação Amigos do Patrimônio e Arquivo Histórico (AAPAH)

O ex-prefeito de Guarulhos, Elói Pietá (Solidariedade), protocolou na tarde desta quarta-feira, 8, uma Ação Popular contra a recente pintura do gradil do Bosque Maia, que passou da cor verde para amarela por decisão da atual gestão municipal — acompanhando a identidade visual do governo Lucas Sanches.

Segundo Pietá, a intervenção fere o artigo 29 da Lei Orgânica do Município, que determina que qualquer alteração paisagística em bens tombados, como é caso do Bosque Maia, deve ser previamente analisada e aprovada pelo Conselho Municipal do Patrimônio Histórico, Artístico, Ambiental e Cultural. De acordo com o ex-chefe do Executivo, até a reunião de setembro, o conselho não havia deliberado a mudança das cores do gradil. O tema só foi mencionado após o avanço da pintura, durante o encontro realizado nesta semana, em 7 de outubro.

A ação, à qual o Radar de Notícias teve acesso na íntegra, argumenta que “nenhuma das exigências legais foi cumprida” e que a substituição da cor original teria caráter de promoção pessoal e partidária do atual prefeito Lucas Sanches (PL), uma vez que o amarelo e o azul — agora predominantes em diversos espaços e equipamentos públicos da cidade — foram amplamente utilizados em sua campanha eleitoral.

“Embora se trate de cores, é uma ilegalidade”, afirmou Pietá à reportagem. Na ação, o ex-prefeito solicita uma liminar para que a Prefeitura interrompa a alteração no bem tombado. O documento ainda requer que Sanches e o secretário de Meio Ambiente, Alex Nepomuceno, sejam obrigados a restaurar a coloração original do gradil, além de ressarcirem, com recursos próprios, os gastos já efetivados na pintura.

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